

Projecto de Assistência Alimentar às Vítimas do Tsunami
Regressou recentemente de Roma, onde Maharaji entregou um cheque de 150.000 dólares ao Programa Alimentar Mundial (PAM). Fale-nos deste acontecimento.
Antes de mais, é um prazer ver os esforços humanitários de Maharaji a darem fruto. Ao mesmo tempo que ele viaja pelo mundo transmitindo uma mensagem de paz, começamos a ver a maneira como poderá utilizar a Fundação para ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas por todo o mundo. O Programa Alimentar Mundial foi escolhido para levar assistência alimentar às populações da Indonésia por ser uma organização de grande respeito. O PAM é o braço alimentar das Nações Unidas e goza de uma sólida reputação. Representa a percentagem mais baixa das despesas gerais (9%) das agências da ONU. Sentimo-nos tranquilos por saber que o donativo que entregámos a esta organização irá chegar às populações indonésias. A generosidade das pessoas que fizeram o seu donativo à FPR está a ajudar, neste preciso momento em que estamos a conversar, muitas pessoas com fome na Indonésia - e sentimos orgulho nisso. Algum do dinheiro oferecido ao PAM veio pessoalmente de Maharaji, e o resto das muitas pessoas que contribuíram para o fundo de apoio organizado pela FPR.
Sei que a cerimónia da entrega do cheque teve lugar no Senado em Roma.
O PAM está sedeado em Roma. Emilio Colombo, antigo Presidente do Parlamento Italiano e antigo Primeiro-Ministro de Itália, teve a gentileza de organizar a cerimónia de entrega do cheque no Senado Italiano, na qual estiveram presentes representantes de várias organizações, incluindo da Embaixada da Indonésia. Estamos agradecidos a Maharaji, ao Presidente Colombo, e a todos os que estiveram presentes nesse dia, por terem contribuído para o sucesso desta cerimónia.
O evento mereceu a atenção da comunicação social italiana?
O evento foi amplamente coberto. Esteve presente na primeira página de um jornal diário de Roma e, poucos dias depois, o Presidente Colombo deu uma entrevista de 12 minutos à televisão nacional sobre este assunto. A abordagem foi muito positiva e favorável às esforços de Maharaji.
Da última vez que conversámos referiu que a FPR estava a realizar uma iniciativa de ajuda alimentar para o Sri Lanka. Isso ainda está a decorrer?
A nossa associação com a Jeeva Shakti Society cresceu e evoluiu para uma colaboração muito produtiva. Inicialmente, concentrámos a ajuda em três áreas particularmente afectadas pelo tsunami: Trincomalee, Batticaloa e Kalmunai, ao longo da costa oriental do Sri Lanka.
Distribuíram comida ou outros bens?
Os nossos esforços concentraram-se na ajuda alimentar. Em Batticaloa, por exemplo, distribuímos comida num campo de refugiados no St. Michael College, que foi depois mudado para o Methodist Central College. Neste campo vivem mais de 1100 pessoas. Distribuímos comida a 1131 pessoas até ao dia 18 de Fevereiro. A situação destes refugiados melhorou, mas ainda distribuímos pão e leite às crianças todas as manhãs, antes de irem para a escola.
Também forneceram ajuda a outras áreas do Sri Lanka?
Sim. Seleccionámos uma aldeia de pescadores perto de Negombo, na costa ocidental. As famílias tinham perdido a maior parte dos seus bens, incluindo o material de pesca e os barcos. Alimentámos 30 famílias uma vez por dia até ao dia 12 de Fevereiro.
Têm algum projecto novo em desenvolvimento?
Algumas pessoas na costa ocidental, a 20 milhas de Colombo, foram afectadas pelo tsunami e refugiaram-se num templo budista próximo. O responsável religioso do templo tinha esgotado os seus recursos e pediu-nos ajuda para alimentar os refugiados. Começámos a distribuir comida a estas 678 pessoas no dia 7 de Março.
Os bens de primeira necessidade continuam a ser um problema para os refugiados?
Não tanto como há algumas semanas atrás. Ainda existem algumas situações onde é necessária ajuda. Por exemplo: o pequeno-almoço nutritivo que fornecemos às crianças em idade escolar que vivem nos campos é muito apreciado, porque a comida dos campos é normalmente deficiente em vitaminas. Os maiores problemas que estas pessoas enfrentam são a dificuldade em conseguir emprego, organizar as suas vidas e reconstruir as suas casas.
Estas pessoas vão poder reconstruir as suas casas e aldeias?
A reconstrução é um problema sério, porque o governo não permite construção de casas a menos de 100 metros da linha da costa, e a maior parte das pessoas afectadas viviam a menos de 100 metros da costa. O governo ainda não encontrou uma solução para o problema.
As crianças vão poder regressar à escola?
As pessoas afectadas pelo tsunami recebem uma pensão de 1 a 2 dólares por dia para a sua família. É suficiente para a alimentação, mas não chega para comprar livros escolares, sapatos ou roupas para as crianças. As crianças parecem ter sido as mais afectadas e, infelizmente, vão continuar a sê-lo ao longo dos anos.
Que tipo de projectos de ajuda vão pôr em prática no Sri Lanka nos próximos tempos?
Vamos continuar, tal como estamos a fazer presentemente, com pequenos projectos à medida que tomamos conhecimento de áreas onde a necessidade é maior. A nossa flexibilidade é um bem: temos possibilidade de ir onde a necessidade imediata é maior e onde os benefícios serão mais sentidos. Sentimo-nos felizes por ver que a visão de Maharaji para ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas mais necessitadas está a começar a materializar-se.
Obrigado pela sua disponibilidade.
Os seus donativos para apoiar as iniciativas de carácter humanitário da Fundação são bem-vindos.
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