 |
Discurso de Prem Rawat na Universidade de Nova Southeastern - Excerto

Segue-se um pequeno excerto de um discurso de Prem Rawat na Universidade de Nova Southeastern, em Ft. Lauderdale, Florida.
Uma Vida Realizada
O que eu tenho para dizer é algo muito simples porque diz respeito a cada um de nós, à nossa existência, ao sentimento de se estar vivo. Fazemos tantas coisas para termos satisfação exterior. Criamos imensas estruturas e instituições - tudo para nos sentirmos satisfeitos. Mas será que sentimos satisfação nas nossas vidas?
Na nossa sociedade rodeamo-nos de detalhes supérfluos. Mas também sabemos que, quando as coisas ficam sérias, temos de ter a noção das prioridades. A minha cor favorita pode ser o vermelho, mas, se tiver a casa a arder, qualquer balde serve. Todos temos sonhos e aspirações, mas qual é a nossa verdadeira situação?
Para qualquer pessoa há uma coisa que é realmente verdadeira: o grito do coração apelando por satisfação. E a possibilidade de se sentir satisfeito é inerente ao coração de todos os seres humanos. Tanto existe a sede de satisfação como a água que pode saciar essa sede. É esta a nossa verdadeira natureza.
Qual é então a nossa prioridade? As nossas prioridades são, muitas vezes, aquelas que foram estabelecidas pelas pessoas que queremos imitar. Mas qual é o meu objectivo, o meu desejo, a minha missão na vida? Como ser humano tenho uma predisposição para a paz, para a alegria. É inerente, e transcende as barreiras da língua e da cultura. A paz não está em lugares longínquos deste mundo; a paz está dentro de mim. Não preciso de subir ao topo de uma montanha para a sentir, ou baixar o som da aparelhagem, ou viajar para lugares distantes do planeta. A minha paz está dentro.
Como é que nos ligamos a essa paz? Não existe uma fórmula. Começa com o reconhecimento do que significa estar vivo, da importância da própria vida. A paz começa com o reconhecimento de que o coração quer paz, de que as pessoas sempre quiseram paz. Este desejo não é novo. E a paz é possível. A paz é um sonho realmente possível, mas não começa nas nações ou nas instituições. Começa com cada um de nós. Quando dizemos “Sim, preciso de paz na minha vida, e vou começar comigo mesmo”, começamos a entender a vida de uma maneira diferente. Começamos a responsabilizar-nos pela nossa prioridade mais íntima. E se o coração é posto à frente de tudo o resto, então temos uma vida realizada.
|
 |