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Universidade de Salamanca: excerto de um discurso de Prem Rawat
Excerto de um discurso de Prem Rawat na Universidade de Salamanca, Espanha.
É uma honra estar aqui para falar de um assunto muito simples: a paz. Existem muitas ideias acerca da paz e eu não estou aqui para trazer mais, mas sim para apresentar uma possibilidade muito simples.
Quando é que vamos tomar consciência da paz que necessitamos nas nossas vidas? Quando é que vamos dar os primeiros passos para cumprir o sonho mais antigo da humanidade? A paz é um desejo fundamental de todo o ser humano. Precisa de ser reconhecida, e precisa de ser apreendida, satisfeita. Necessitamos de nos voltar para dentro de nós próprios para encontrar as respostas para a paz. Não as vamos encontrar exteriormente. Elas estão escritas nas páginas que estão no coração de cada ser humano, independentemente de quem ele é, de qual a sua crença, ou do que fez.
Sonho com o dia em que todas as civilizações, todas as pessoas, estarão em paz. As pessoas dizem-me: “Isso não será um ideal impossível?” Então eu digo para mim próprio: “Se isso for verdade, então é o único ideal que merece a pena ter. É uma coisa em que eu posso tentar ajudar.” E é isso que eu faço. O espantoso é que para se ter paz exteriormente, tem de se ter paz interiormente. Isto não é novo. Toda a gente sabe isto. E encontrar a paz dentro é o processo mais simples de todos, porque ela já lá está. Não tem de ser criada. Está lá para descobrir, para ter, para apreciar.
A sede pela paz reside dentro de todos nós. Pelo mundo fora, descobri que a moeda não é comum, a língua não é comum, a maneira de vestir não é comum, a comida não é comum. Mas o desejo de satisfação é comum a toda a gente. É disso que eu estou a falar.
Viajo pelo mundo levando esta mensagem às pessoas, e espero que as pessoas a escutem e retirem alguma coisa dela. Não estou a pregar nem a ensinar. Tudo o que faço é apresentar uma possibilidade. A paz é importante para mim, e espero que a paz seja importante para cada pessoa. Porque, afinal, quando olho para o horizonte, se tiver de imaginar o mundo sem paz, é mesmo uma visão deprimente. Quando vejo a luz no horizonte, espero sinceramente que seja a luz da paz a dançar, à espera de brilhar na minha vida, no meu tempo.
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